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13/03/2015

Artista cristalense é sucesso em Circuito Internacional de Artes Plásticas

 Trajetórias importantes,  pela qualidade individual da obra, porque ajudam a iluminar - por sintonia ou contraste -  o pintor Walter Pires Silva O artista plástico embeleza as ordens das coisas transporta de dentro para fora, todos seus mais lindos sentimentos. 
 plásticas são também chamadas de belas-artes, pela sua expressão poética transposta através de suas mãos. Parabén












11/03/2015

e uma vergonha a falta de cuidado com o patrimônio Público



primeiro que a prefeitura não cuida e o cidadão acha no direito de quebra
Atos de vandalismo depredam nosso patrimônio. As iluminações da obra de arte CRISTAIS, estão todas retorcidas, fora os bancos da praça, grande parte quebrados. Quem tem capacidade para fazer isto, pode ser considerado um ANIMAL, IRRACIONAL.

04/12/2014

Deputado Duarte recebe em seu gabinete o renomeado artista cristalense Valter Pires


Fotos: Presidente da Câmara Municipal de Cristais, vereador Danilo, Deputado Duarte e o renomado artista Valter Pires no gabinete do Deputado .


O deputado Duarte Bechir (PSD) teve a honra de receber, em seu gabinete, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a presença do renomado artista Valter Pires, que teve seu trabalho exposto, recentemente, no Circuito Internacional de Plásticas em Viena e Londres. O artista plástico, que é cristalense como o deputado Duarte, estava acompanhado do presidente da Câmara Municipal de Cristais, vereador Danilo. 



                                     
Cristalense é destaque em sua cidade, em Minas Gerais, no Brasil e agora também no mundo, participando de várias exposições de artes, mostrando seu trabalho na cidade de Arceburgo/MG, no salão de artes plásticas e também em  Caxambu/MG.  Com seu belíssimo talento, Valter Pires Silva, de 35 anos, foi convidado a participar do Circuito Internacional de Artes Brasileiras, o CIAB deste ano de 2014.
Valter participará com suas obras de artes neste mês de outubro, em Viena na Áustria no (Lateinamérica Institut-LAI,.Shilickgasse, nos dias 09 a 16 e no Reino Unido em Londres na Clerkenwell Gallery,Grond Floor,20-Clerkenwell Green, London ECiR,ODP nos dias 20 a 26. O circuito internacional de artes brasileiras é promovido pelo COLEGE ARTE, a sua sede é em Belo Horizonte na rua Nova Era,499, bairro Mangabeiras. Uma empresa muito séria fundada em 1995 por Iolanda Gontijo, esta que a 19 anos vem realizando um lindo trabalho voltado para a arte, já são 22 países que já receberam a mostra. O Colege Arte trabalha em parceria junto aos órgãos competentes sejam do Brasil ou do exterior. O circuito possui o apoio institucional do ministério das relações exteriores e do setor cultural das embaixadas brasileiras dos países envolvidos na mostra. A legalidade de todo o processo é garantida, ainda ,pelo Iphan e pela receita federal.

A descoberta junto ao circuito aconteceu através da internet, onde Valter foi convidado e logo depois recebeu as documentações referente ao xix CIAB de 2014, os artistas passam por uma seleção feita por curadores de todos os estados, que no caso do cristalense, foi convidado pela grande artista e curadora Varginhense ,Virginia Peloso, por intermédio do grande amigo e artista também varginhense, Hélcio Félix e por fim os trabalhos passaram pelas mãos de Iolanda, sendo aprovado com louvor.
Os quadros que são de acervos particulares são devolvidos aos respectivos artistas e os que estiverem a vendas, são vendidos e o valor da obra é repassado diretamente ao artista, abrindo assim o mercado internacional. Participar de mostras em outros países é ótimo para o currículo do artista, pois, projeta o seu nome no exterior, o nome de sua cidade sem falar que alcança os olhos dos grandes críticos de arte nas renomadas galerias.
Este ano o artista do sul de minas teve o prazer de mostrar os seus trabalhos em Londres e Viena, as vitrines do mundo da arte, emolduradas por uma arquitetura e cultura singular, lugares onde grandes pintores pisaram.


23/07/2014

Povoado do Rei Ambrósio



Fazenda Segredo, região onde partes da história do Povoado do Rei Ambrósio, estão enterradas. E, onde novas histórias, estão sendo escritas, para riqueza de Cristais, Minas Gerais, Brasil, mundo! Uma viagem dentro do conhecimento construtivo.

28/08/2013

comunidades Souzas

Ruínas da residência da família do sesmeiro Romão Fagundes do Amaral, que pertenceu a seu descendente "Tenente Chico". Francisco Rodrigues Neves, conhecido por Tenente Chico era ancestral do vereador Benjamim Neves Lima e do ex vereador José Raimundo. O imóvel foi demolido. Hoje restam apenas as ruínas e o local de um cemitério ( comunidades Souzas) FONTE:Maria Salomé Reis

CONSELHO MUNICIPAL DO PATRIMÔNIO CULTURAL

O Compac funciona no Espaço Cultural à Praça Joaquim Luiz da Costa Maia, nº 170. A atual diretoria foi nomeada pelo Decreto Nº 074 de 05 de novembro de 2010, composta pelos seguintes membros efetivos: presidente: Pr.João Alves Monteiro; vice-presidente: Andréa Guerra Pinheiro Silva; secretária: Maria Salomé Reis Alves de Lima; 2ª secretária: Lucimar Aparecida Cardoso; Conselheiros: Marcos César Nogueira, Pr. Juliano Domingues da Costa, Tiago Eugênio Moreira, Marcos Antônio Marques, Juliana Paula Rocha e Verônica Silva; suplentes: Atanael Santos, Hermelindo Pinheiro, Lindosmar José Vieira, João Bosco Reis, Marineuza Juvenal, Adair José de Souza. Essa diretoria atua sem ônus para o município e sua gestão se estenderá até novembro de 2012, quando haverá nova eleição, de acordo com o Regimento do Compac.
As reuniões ordinárias são bimestrais, havendo as extraordinárias, quando se faz necessário.

DOIS Quilombos do Ambrósio. Um em Cristais-MG outro em Ibiá-MG

 O historiador que mais se aprofundou sobre o tema acima citado, sem dúvida foi Waldemar de Almeida Barbosa. Nascido em 23.10.1907 em Dores do Indaiá-MG, filho de militar, professor, administrador e historiador, faleceu em 04.12.2000, na cidade de Belo Horizonte - MG. É até hoje muito querido em sua terra natal.
Entre seus numerosos livros, segundo matéria publicada pela Associação de Amigos de Dores do Indaiá - ADI, "Alguns deles devem ser destacados como "A Bandeira de Minas Gerais", "A verdade sobre Tiradentes", "Tiradentes Patrono Cívico do Brasil", "O Triângulo na Bandeira Tiradentes", "A Capitania de Minas Gerais", "Geografia Humana e Econômica do Brasil", "A Câmara dos Deputados como fator da Unidade Nacional", "A História de Minas" (em 3 volumes), "O Aleijadinho de Vila Rica", "A verdade sobre Cláudio Manoel da Costa", " Pequena História da Polícia Militar de Minas" e outros".
Para estudantes, professores e pesquisadores de História, o mais lembrado dos livros do Professor Waldemar é, sem dúvida, "Dicionário Histórico-Geográfico de Minas Gerais". Indispensável. Quanto ao seu livro "Negros e Quilombos em Minas Gerais", parece que o próprio Almeida Barbosa não o colocava entre seus melhores.
Realmente, quando lhe pedi sugestões para a minha pesquisa sobre os Quilombos do Campo Grande, o próprio Professor Waldemar, em carta-resposta de 06.10.1990, deixou-me a impressão de que não ficara satisfeito com esse livro, uma vez que me disse: "Penso que mais útil que o livro 'Negros e Quilombos' lhe seria outro livro meu, 'A Decadência das Minas e a Fuga da Mineração', também esgotado".
Após ter lido ambos os livros fiquei encantado com a capacidade de pesquisa de Almeida Barbosa. No entanto, aquele que mais se entranhou à historiografia quilombola, sem dúvida, foi o "Negros e Quilombos em Minas Gerais".
Porém, Almeida Barbosa trouxe, em "Negros e Quilombos", dados que indicam claramente a existência de uma sistematização – que ele negou - na luta dos quilombos do Campo Grande, onde o Quilombo do Ambrósio ocuparia o lugar de destaque. Deixou pistas evidentes de conotações – que ele não explorou - entre as batalhas de 1741, 1743, 1746 e 1758-1760. Além disto, apesar de vislumbrar os palcos das primeiras lutas nas "imediações de Piuí e Formiga", excluiu dali o Ambrósio que, a seu ver, sempre teria se localizado em Ibiá, onde nega e chega a ironizar as tímidas indicações dos colegas Leopoldo Corrêa[1] e L. Gonzaga Fonseca[2]. Este foi seu grande equívoco: Houve DOIS Quilombos do Ambrósio sim. Mas, o primeiro deles, atacado em 1746, ficava mesmo na "imediações de Piuí e Formiga", precisamente ao norte da atual cidade de Cristais-MG.
Para demonstrar a distinta localização dos dois quilombos do Ambrósio – um atacado em 1746 (Formiga-Cristais) e outro em 1759 (Campos Altos-Ibiá) – vamos demonstrar os enganos e equívocos de Waldemar de Almeida Barbosa, ao supor que o Quilombo do Ambrósio atacado em 1746 pelo capitão Antônio João de Oliveira também se situasse na região limítrofe entre as atuais cidades de Ibiá e Campos Altos, para onde, na verdade, se mudaram os quilombolas somente após a mencionada guerra de 1746, sendo, este segundo Quilombo do Ambrósio, destruído em 1759 por Bartolomeu Bueno do Prado.
A impressão que temos é a de que, o Professor Waldemar, embora tenha tentado disfarçar, sempre acreditou mesmo que os negros foram muito bem tratados pelos seus senhores[3] e que, além disto, sempre foram muito submissos ao regime escravista. Agora, o pior foi o Professor afirmar que as "lendas" neste sentido, teriam sido criadas pelos próprios negros[4]. Evidente o equívoco.
Assim, entendendo Almeida Barbosa que os negros eram submissos e conformados com a escravidão, seu livro não exsurge de pesquisas forras, na medida em que, salvo melhor juízo, ele as direcionou para levar aos seus leitores a essência destes pré-julgamentos com que o preambulou. Senão, vejamos.
A introdução do capítulo "IV – Quilombo do Ambrósio", de "Negros e Quilombos", submetida à outra verdade inscrita e outras páginas desse mesmo livro, já revela contradição insanável:
No capítulo "VII – A Revolução que Não Houve", onde quis associar um outro fato de 1821 aos Quilombos do Campo Grande, na verdade para projetar nestes a idéia subliminar da epígrafe, Waldemar admite que "a Revista do Arquivo Público Mineiro, ao lado de documentos valiosíssimos publicou também vários trabalhos destituídos de qualquer valor histórico. Como exemplo, podemos citar "Quilombolas – Lenda Mineira Inédita – por Carmo Gama, constante do volume IX"[5].
No entanto, na introdução do capítulo IV do mesmo "Negros e Quilombos", onde Waldemar quis provar que só houve um único Quilombo do Ambrósio, o de Ibiá, ele lançou em seu 2º parágrafo exatamente as informações criadas e citadas pelo romancista Carmo Gama no seu "Lenda Mineira Inédita", a exemplo de "todas as qualidades de um bom general", "caçadores, magarefes e agricultores", etc.[6]. Como se vê, logo de cara, dois pesos e duas medidas para uma mesma fonte, como, aliás, próprio autor volta a validar ao início da página 32 do seu mesmo livro. Porém, na página 79, como se viu acima, a invalida. Esta contradição compromete a imparcialidade do autor.
Trabalhando com uns poucos documentos dos códices 45, 50, 76 e 84 da SC do APM, mas deixando de citar a maioria dessas fontes, Waldemar omitiu, por exemplo, as várias indicações desses documentos de que o quilombo atacado em 1746 ficava na Comarca do Rio das Mortes[7]. Seu objetivo, neste capítulo, foi provar, contra tudo e contra todos, que os dois quilombos do Ambrósio só existiram em Ibiá. Exagerou.
Menciona pedaços da carta de Gomes Freire ao rei, datada de 08.10.1746[8], faz restrospecto onde incide em total equívoco também sobre os locais dos ataques de 1741 e 1743, arrematando com a seguinte premissa-insinuação:
"Muita tinta se tem gasto sobre a localização do Quilombo do Ambrósio, quando os documentos são claríssimos a respeito. A própria carta de Gomes Freire de Andrada, de que publicamos acima alguns trechos, é precisa na sua localização: na parte do Campo Grande, entre a Comarca de São João Del Rei e a de Goiás"[9]. Negritamos a palavra "entre".
Ora, será que o Professor Waldemar não sabia que, em 1746, as fronteiras da "Comarca de São João Del Rei e a de Goiás" haviam chegado somente ao Arraial do Tamanduá? Será que não sabia que, daí para frente, em 1746, até a região da atual Piumhi, nascentes do São Francisco, no entendimento dos homens-bons de São João e São José Del Rei, TUDO ficava "entre a Comarca de São João Del Rei e a de Goiás"? Note-se que ele não afirma o contrário. Apenas insinua em premissa. Veja o que registra na sequência:
"O sr. Leopoldo Corrêa, erudito pesquisador, no seu livro Achegas à História do Oeste de Minas – Formiga e Municípios Vizinhos, cita o trecho de um testamento, para concluir que o Quilombo do Ambrósio situava-se nas imediações de Formiga. Eis o trecho do referido. 'Saibam todos quantos este instrumento de testamento virem que, sendo no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1814, aos 13 dias do mês de abril do dito ano, nesta fazenda do Quilombo do Ambrósio, na Aplicação de Nossa Senhora da Ajuda dos Cristais, Comarca do Rio das Mortes...'. Ora, conclui o autor acima citado, se a fazenda tem o nome de Quilombo do Ambrósio, logicamente foi aí, nessa fazenda perto de Formiga, que existiu o famoso quilombo"[10].
Note-se que o Professor Waldemar não afirma que esse colega errou. Apenas insinua no contexto de premissas. Veja o que registrou na sequência do seu livro:
"Em primeiro lugar, é preciso compreender que a expressão 'Quilombo do Ambrósio', pela fama que adquiriu, passou a designar vasta região. Assim, a fazenda de Constantino Barbosa da Silva localizava-se no Quilombo do Ambrósio: estava situada entre o rio Lambari, afluente do rio Grande e o rio Jacaré. No auto da medição da referida sesmaria lê-se: 'Aos trinta de maio de 1766, nesta paragem chamada Quilombo do Ambrósio"[11].
Veja-se que sem afirmar nada, Almeida Barbosa teria provado – num aparente silogismo - que o Quilombo do Ambrósio NÃO ficava na região de Formiga. Será que provou? Claro que não. Pois a sua conclusão contrariou, isto sim, a real verdade de suas próprias premissas. Vejamos:
"Em primeiro lugar", a expressão que passou a designar vasta região foi a expressão "Quilombos do Campo Grande" e não "Quilombo do Ambrósio". Almeida Barbosa, aqui, contrariou grosseiramente a realidade que ele mesmo deixou escrita no verbete "Campo Grande" em confronto com o verbete "Quilombo do Ambrósio", p. 101/192 e 396/397 do seu próprio Dicionário Hitórico-Geográfico de MG, também de 1971.
As sequentes citações que Waldemar fez, também em "Negros e Quilombos", das sesmarias de Pamplona para dizer que só em Ibiá existiu o Quilombo do Ambrósio são também absurdas. Primeiro, porque nenhuma das cartas de Pamplona diz que ALI FICAVA o Quilombo do Ambrósio. Segundo, porque a existência do Segundo Ambrósio de Ibiá não pode ser considerada como negativa do Ambrósio de Cristais. Afinal, ele insinua que conhecia o Mapa do Campo Grande. Almeida Barbosa hipervalorizou as imprecisas e posteriores cartas de sesmaria de Pamplona e tentou desmoralizar a anterior carta de sesmaria e o preciso Processo Judicial de Medição e Demarcação de Constantino Barbosa "da Cunha", que fez passar por "da Silva". O radicalismo em que se fechou foi tão exagerado e autista que o levou a negar a conclusão de Leopoldo Corrêa com um documento que, na verdade, confirmava o que dizia o Pesquisador de Formiga-MG. Veja-se a que ponto chegou Almeida Barbosa para manter o SEU ponto de vista contra tudo e contra todos.
Ora, nenhum outro quilombo, nem mesmo o de Ibiá, foi chamado, em uma Carta de Sesmaria ou num Processo Judiciai de Medição e Demarcação, de Quilombo do Ambrósio, com as expressões "Sítio do Quilombo do Ambrósio", ou "paragem chamada o Quilombo do Ambrósio", ou datando atos judiciais dentro de um Processo de Demarcação de Sesmaria, como, por exemplo "Sítio do Quilombo do Ambrósio, 2 de junho de 1766", como está escrito no documento que citou com o nome errado, para contrapor um fato que, na verdade, confirmava e ampliava. O que é incrível é que seu livro continua sendo citado e COPIADO por dezenas de autores, inclusive em livros recentes, a exempo dos doutores acadêmicos Clóvis de Moura e Laura de Mello e Souza, sem que se apercebam desse estupendo erro ou constate o seu propósito.
Ao desfechar a falsa afirmação acima, o Professor Waldemar atraiu para si a autoria de um sofisma, na verdade, de autoria do famigerado Inácio Corrêa Pamplona. Será que se confundiu ou contou com a provável confusão que a maioria das pessoas faria pensando que esse "rio Lambari", fosse o outro Lambari, o afluente do Pará?
Não. Não é crível que um pesquisador culto como o Professor Waldemar de Almeida Barbosa não soubesse que esse local "entre o rio Lambari, afluente do rio Grande e o rio Jacaré" fosse o mesmíssimo e que delimitava exatamente a "Aplicação de Nossa Senhora da Ajuda dos Cristais", referida no documento citado pelo colega Leopoldo Corrêa, atestando que ali ficava o Quilombo do Ambrósio.
Mas, não é só isto. Teria errado também no nome do Sesmeiro que citou para contrapor a informação do colega Dr. Leopoldo: chamou-o de "Constantino Barbosa da Silva", cuja carta de Sesmaria, datada de 19.04.1765, no entanto, lhe atribui o nome de Constantino Barbosa da CUNHA[12].
E o pior. O local da sesmaria desse Constantino é o mesmo local onde o capitão Antônio João de Oliveira requereu sesmaria em 1747[13] e que, falecido este em 1759, Bartolomeu Bueno do Prado requereu a mesma sesmaria, no mesmo lugar, em 1760[14].
Tem mais. Esse Constantino Barbosa da Cunha esteve junto com Diogo Bueno da Fonseca e Bartolomeu Bueno do Prado em todos os lances do ataque ao Quilombo do Cascalho, em 1760[15], tendo assinado junto com estes todas as atas da Guardamoria de Carrancas, dando a precisa localização do Quilombo Queimado, na verdade, a Primeira Povoação do Ambrósio.
Tem mais. Uma das atas da Guardamoria de Carrancas, também assinada por Constantino Barbosa da Cunha, foi a fonte do texto-orelha do "Mapa de Todo o Campo Grande, Tanto da Parte da Conquista, que Parte com a Campanha do Rio Verde, e São Paulo, como de Pihui, Cabeceiras do Rio de São Francisco e Goiases", mapa este que mostra, exatamente "entre o rio Lambari, afluente do rio Grande e o rio Jacaré" o topônimo "Primeira Povoação do Ambrósio – Despovoada". Almeida Barbosa citou esse mapa, em outro contexto, onde também se equivocou[16], mas nada comenta sobre a duplicada indicação toponímica nas regiões das atuais Cristais e Ibiá, respectivamente, "Primeira Povoação" e "Quilombo", ambas do Ambrósio.
Neste erro, ou desatenção, Almeida Barbosa não ficou sozinho. Todos os demais historiadores e geógrafos que mencionaram esse mapa também nada viram. Nem mesmo que estavam estudando esse mapa de "cabeça para baixo". A informação sobre a duplicidade toponímica e a inversão do norte nesse mapa foi divulgada pela primeira vez em 1995, em nossa primeira edição de "Quilombo do Campo Grande"[17].
Outra chance que o Professor teve de se aperceber de seus equívocos, também a perdeu, pois estava na fonte da afirmação que fez de que:
"Afinal, a tropa chegou ao Quilombo Grande, que o povo denominava Quilombo do Ambrósio. Parte da negrada fugiu. Outra parte foi arrasada com as granadas e armas de fogo. Foi uma grande mortandade. Muitos foram feitos prisioneiros. A luta terrível durou 7 horas apenas. Tudo o que aí havia, casas, paióis, armazéns, tudo foi destruído"[18]. Este texto, seguramente, teve como fonte a famosa carta que Câmara de Tamanduá escreveu à rainha Maria Iª em 20 de julho de 1793.
Evidente, pois, que o Professor Waldemar de Almeida Barbosa leu esse conhecidíssimo documento publicado pela Revista do APM. Porém, pelo visto, não viu que nesse mesmo documento está escrito também que:
O Quilombo da Boa Vista, de que fala a Ata da Guardamoria de Carrancas, ficava na "(...) serra vertentes do rio Sapucaí, defronte do destruído Quilombo do Ambrósio (...)"[19]. Isto, realmente, confere com o mapa do Campo Grande que mostra, de um lado e de outro do rio Grande, portanto, defronte um do outro: a) na margem direita, a "Primeira Povoação do Ambrósio Despovoada"; b) na margem esquerda do rio Grande, "Quilombo da Boa Vista, aonde se fez a situação o cap. França".
Outra coisa que comprovamos, através de dezenas de evidências – umas sutis e outras gritantes – foi que após os ataques malsucedidos de 1746, Gomes Freire proibiu que se falasse o nome do Rei Ambrósio, bem como, que se fizesse qualquer referência ao local onde ficava a Primeira Povoação do Ambrósio. Pamplona continuou com esse "trabalho", a mando do próprio Gomes Freire[20], inclusive para manter o obsessão desse governador falecido em 1763: abocanhar o Triângulo Goiano, hoje, Mineiro.
O segundo Quilombo do Ambrósio, situado na região entre as atuais Ibiá e Campos Altos só foi destruído por Bartolomeu Bueno do Prado em 1759. Recentemente, descobrimos nos arquivos do Ultramar, que a UnB pôs na Internet, que o Rei desse Quilombo do Ambrósio realmente foi morto somente em final de 1759.
Portanto, a alusão que, inadvertidamente, fez em 12.02.1757, José Antônio Freire de Andrada, irmão de Gomes Freire, ao "Quilombo Grande, junto ao do Ambrósio que da outra vez foi destruído"[21] não pode se referir ao fato acima, que ainda não ocorrera. Portanto, o governador José Antonio só pôde ter-se referido ao Quilombo do Ambrósio de Cristais, na verdade, indicado como Primeira Povoação do Ambrósio na toponímia do citado Mapa do Campo Grande – como, aliás, restou provado pelas atas da Guardamoria de Carrancas, pelo Mapa de Todo o Campo Grande, pela Carta de Sesmaria de Constantino Barbosa da Cunha e o seu Processo de Demarcação, indicado pelo Professor Waldemar, e pela Carta da Câmara de Tamanduá/1793, entre outras dezenas de documentos que indicamos em nosso livro.
Nesta desatenção, o Professor Waldemar também não está sozinho. Fomos o primeiro autor a divulgar essa conclusão fartamente documentada, óbvia e ululante.
Aliás, até hoje, os doutores da USP e da UFMG que trataram desse tema em sua fábrica comum de mestres e doutores, não só negam todos os fatos acima demonstrados, como insistem em fingir que os nossos livros não existem. Problema deles. O Arquivo Público Mineiro – APM, pôs na Internet todo o seu acervo colonial. Confira. A Unb, por sua vez, disponibilizou na Internet todo o acervo colonial do Ultramar. Confira. A casa caiu para a falsa historiografia.
O Professor Waldemar de Almeida Barbosa, ao contrário dos referidos doutores-historiadores de hoje, sempre procurou a verdade. Vejam-se, por exemplo, os títulos de algumas de suas obras, como "A Verdade Sobre Tiradentes", "A Verdade Sobre Cláudio Manoel da Costa", "A verdade sobre a história de Belo Horizonte", etc. A Verdade...
Esta é uma das verdades que Inácio Correia Pamplona e seus seguidores tentaram esconder: confira a transcrição do texto do Processo Judicial de Demarcação da Sesmaria do Quilombo do Ambrósio, que ficava em território da atual Cristais-MG
Assim, temos certeza de que, se ainda fosse vivo, o Professor Waldemar, sem dúvida - apesar de se chatear, pois não gostava de errar - iria reconhecer o nosso trabalho e mandar reeditar o seu utilíssimo "Negros e Quilombos" com as correções que acima demonstramos necessárias, entre outras.
Por outro lado, é preciso ficar claro que o nosso confrade Dr. Leopoldo Corrêa também não propôs o debate. Em sua posterior edição de 1993, citou (ou manteve) apenas um trecho da carta da Câmara de Tamanduá à Rainha (1793), sem mencionar o capitão Antônio João de Oliveira e, como se não soubesse da documentação de 1746 (pois nem as menciona em seu livro), deu a entender, sem outra prova a não ser a carta de sesmaria de Bartolomeu Bueno do Prado, que só tinha existido o Ambrósio de Formiga-Cristais, tanto em 1746 como em 1759-1760, negando pois, implcitamente, a existência comprovada do segundo Quilombo do Ambrósio, o de Campos Altos-Ibiá. Waldemar criticou, em parte equivocadamente, o livro de Leopoldo Corrêa; Leopoldo ignorou a crítica de Waldemar. Quase todos os contemporâneos confrades do IHGMG com quem conversamos nos disseram que, realmente, não era fácil expor e/ou conciliar divergências com o colega Waldemar de Almeida Barbosa.
A tese dos DOIS quilombos do Ambrósio, dando razão parcial - neste tema - a ambos os colegas, foi apresentada pela primeira vez em nosso Quilombo do Campo Grande - a História de Minas Roubada do Povo, no ano de 1995.
Portanto, esta nossa crítica técnica é uma homenagem ao trabalho do Professor Waldemar de Almeida Barbosa que, aliás, segundo dizem, ao mesmo tempo que não gostava de aduladores e era duro da queda, sempre apreciou o debate e o bom combate. Respeitosas saudações, Mestre, onde quer que esteja. Nossos respeitos também ao nosso falecido confrade, Dr. Leopoldo Corrêa, com quem o reconciliamos e vice-versa.
Tarcísio José Martins
19.07.2009

19/08/2013

Morro da Meia laranja foi palco de guerras

Alicerce da casa em ruínas...
Vc sabia que o Morro da Meia laranja foi palco de guerras sangrentas entre 1741/46? Leia a História adquirindo o livro: "História de Cristais". Este fato histórico e muitos outros estão levando nossa História além fronteiras: universidades do nordeste e do sul do Brasil estão interessados em conhecer a inédita História da Primeira Povoação do Ambrósio. Já é assunto de vestibular... E você, cristalense, gostaria de conhecer para ajudar a divulgá-la?? FONTE:Maria Salomé Reis

06/08/2013

Lançamento de livro: História de Cristais: da Primeira Povoação do Ambrósio à Saga Lindeira do Município


A Diretoria Municipal de Educação e Cultura da cidade de Cristais - MG vem convidar a todos os quilombolas do MGQUILOMBO para o lançamento do livro da Professora Maria Salomé, uma das protetoras deste MGquilombo, intitulado:
"História de Cristais: da Primeira Povoação do Ambrósio à Saga Lindeira do Município".
O evento se realizará às 19h30m do dia 14.04.2012 na sede do Clube Jubileu de Prata, na cidade de Critais-MG, a terra do Rei Ambrósio.
Mais informações pelo e-mail abaixo:

Livro da Professora Maria Salomé

01/08/2013

Um Quilombola Contemporâneo - Tarcísio José Martins

Entrevista do malungo Tarcísio à jornalista Vanessa Buzeti para a Revista Leituras de História – Editora Escala – dez.2011.
            “Com seu modo particular, utilizando-se da geografia e de fontes primárias para contar história, Tarcísio - nascido órfão de pai em Moema/MG - é um historiador mineiro valente e incansável, que descobriu fatos escondidos sobre os negros quilombolas dos anos setecentos, nas Minas Gerais. As pesquisas que realizou a favor da história mineira culminaram na trilogia Quilombo do Campo Grande, com os respectivos subtítulos: "A História de Minas Roubada do Povo" (1995); "A História de Minas Que Se Devolve ao Povo" (2008) e "Ladrões da História" (recém-concluído).
            Suas lutas para resgatar a verdadeira história da Confederação Quilombola do Campo Grande inspiraram o cineasta Flávio Frederico a produzir o premiado documentário "Quilombo, do Campo Grande aos Martins" (2007)”. Leia toda a matéria no portal CIÊNCIA & VIDA da própria Editora Escala.

21/06/2012

PARABÉNS CRISTAIS PELOS SEUS 64 ANOS


DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA !

Parabéns pelo seu desenvolvimento e progresso!
O progresso se faz com gente honesta, empreendedora e orgulhosa de suas raízes.
Nosso compromisso de cidadãos e cidadãs cristalenses é o de cuidarmos muito bem da cidade, visando o bem coletivo com paz e justiça social, tornando-a cada vez mais desenvolvida para que as futuras gerações tenham o mesmo orgulho que hoje temos de ser cristalenses.
Esperamos que seus futuros dirigentes estejam preparados para assegurar ao povo: saúde, educação, cultura, lazer sadio e segurança.
A todos que trabalham para o desenvolvimento de Cristais, nossos
parabéns!
Que as bênçãos divinas recaiam sobre seus dirigentes e sobre todo o seu povo, unindo-os na esperança de tempos cada vez mais promissores. Fonte: Maria Salomé Reis

Conhecer a História do Quilombo do Ambrósio ás margens do Rio Grande


Para conhecer a História é preciso caminhar no tempo...

1725 – Formação do Quilombo do Ambrósio ás margens do Rio Grande
1741/1743 – Ataques à Primeira Povoação do Ambrósio
1746 – Grande Guerra na Primeira Povoação do Ambrósio – fuga do Rei Ambrósio
1765 – Concessão de Sesmaria a Constantino Barbosa da Cunha
1775 – Aquisição da Sesmaria de Constantino Barbosa da Cunha por Romão Fagundes do Amaral
1791 – Provisão para uso da ermida Nossa Senhora da Ajuda assinada por Frei
Domingos da Encarnação Pontével, bispo de Mariana.
Início da construção da capela de Nossa Senhora da Ajuda do Rio Grande dos
Cristais pelo Pe. Antônio Ferreira de Miranda
1819 – Registro da Irmandade Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos
1868 – O distrito de Cristais é desmembrado do município de Dores da Boa Esperança,
comarca de Três Pontas e incorporado à Comarca de Tamanduá.
1876 – Criação do Distrito “ Arraial de Nossa Senhora da Ajuda do Rio Grande dos Cristais pela Lei nº 2221 de 13 de junho, como parte da Comarca de Tamanduá
31 de dezembro de 1880 – Elevação do Distrito à categoria de Freguesia ( Paróquia)
com delimitação das divisas geográficas e nomeação do 1º vigário Pe. Custódio
Ferreira dos Reis
1882 – O distrito passa a pertencer à Comarca de Campo Belo
1915 – Doação de terreno e construção da 1ª escola do distrito por Aureliano Ferreira
dos Reis
1942 – Descoberta do garimpo de cristal de rocha
27 de dezembro de 1948 – Emancipação político-administrativa do município
1º de janeiro de 1949 – Oficialização da emancipação municipal
09 de janeiro de 1963 – Inundação do município pela Represa de Furnas
24 de maio – Dia da Padroeira do município – Nossa Senhora da Ajuda, desde 1791.
04 de junho- Aniversário da cidade

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